terça-feira, 25 de maio de 2010

CENTRO DE MULTIMEIOS EM AÇÃO

    O Centro de Multimeios vem desenvolvendo um importante trabalho de incentivo à leitura e à escrita neste ano de 2010. Apenas no mês de março foram feitos 715 empréstimos e 593 pesquisas. Essa estatística comprova que vem crescendo, gradativamente, o número de leitores e pesquisadores nesta escola; graças aos projetos executados no CMM e ao grandioso trabalho dos professores. Os alunos estão percebendo que a leitura é útil e necessária e pode ser prazerosa.
    Com o aumento significativo do número de pesquisas e empréstimos constatou-se a necessidade de pessoas para ajudar no trabalho do Centro de Multimeios.    Contamos com a ajuda voluntária de alunos monitores de todas as turmas. Alguns atuam no intervalo e outros no contra-turno. Os monitores tem como função organizar os livros nas estantes, preencher as fichas de empréstimos de livros, ajudar no desenvolvimento dos projetos do Centro de Multimeios e observar os alunos ao pegar e devolver livros – evitando extravios ou perdas dos mesmos.  Com esse trabalho de monitoria tem melhorado muito o atendimento no CMM. Agradecemos a colaboração de todos os monitores.

POR QUE LER?  
    O brasileiro, de uma forma geral, tem a fama de não gostar de ler. A prova é que apenas 7,4% da população brasileira compra livros não didáticos, gastando somente 0,05% de sua renda familiar, perfazendo um total de R$ 5,471 bilhões com leitura (Diário do Nordeste, 18.04.2010). Dados de uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de São Paulo, mostram a situação vergonhosa do índice de leitura do brasileiro em menos de 2 livros lidos por ano; enquanto o americano e o inglês leem, em média, 5 livros.
    Para muitos, a leitura é um passatempo; para outros, um aprendizado interessante; para alguns, apenas um fardo para cumprir; uma tarefa, muitas vezes, imposta pelo professor ou em circunstâncias profissionais. Muitos transformam a leitura num dever, numa obrigação curricular ou profissional; isso pode ser um equívoco. Porém, se pararmos para pensar que a leitura é muito mais do que uma simples relação dos olhos com os livros; iremos perceber que a leitura é um ato de cidadania, um ritual mágico que se tornou imprescindível à formação do cidadão moderno como artigo de primeira necessidade.
    O hábito da leitura tende a formar pessoas abertas ao intercâmbio, orientadas para o futuro, capazes de valorizar o planejamento e aceitar princípios técnicos e científicos. Este tipo de pessoa é, precisamente, o que permite um maior desenvolvimento social. “Somente as pessoas situadas num mundo aberto são as que contribuem eficazmente para as iniciativas comunitárias de progresso e melhoria social”. (Alliende, 1987 p. 18)
    O mundo atual exige bons leitores e escritores. Portanto, é necessário ler. Eleja o seu gênero predileto, os seus temas, os seus enredos, os seus “clássicos” e leia sempre... Visite as bibliotecas públicas e, se possível, construa a sua biblioteca pessoal, não se arrependerá deste investimento. “A leitura nutre, inquieta, desloca, preenche, responde, diverte, cria novas perguntas e possibilita usos pessoais da criação de um escritor”. (Piacentini, 2006) 
    (Professor Mattos, 20 de abril de 2010 – Centro de Multimeios)

SUGESTÃO PARA LEITURA DE UM BOM LIVRO


“O PEQUENO PRÍNCIPE”

        “O Pequeno Príncipe” foi publicado por Saint-Exupéry em 1943. Esse livro foi traduzido para muitas outras línguas, sendo seu original em francês. Dele foram feitos histórias para serem ouvidas, filmes e desenhos animados, além de adaptações.
    É um dos livros mais bem concebidos pelo sentido humano, poesia, beleza e expressão formal de sua escrita. Nada nele é supérfluo. Sempre novo a cada leitura, não por inesperadas revelações, mas pela permanência de sua mensagem que nos mostra uma profunda mudança de valores. Mostra também uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias e esquecemos a criança que fomos.
    Este não é um livro para criança como a maioria das pessoas pensa, é um livro que traz a mensagem da infância. A criança que esta guardada no nosso coração e na qual reconhece nossos olhos, nosso sorriso, nossa alma... É o mundo onde vivemos e o qual podemos mudar.
    A obra começa com a pane de um pequeno avião que deixa o piloto preso no meio do deserto do Saara. Como não tinha passageiro algum com ele empreendeu sozinho o papel de mecânico no difícil conserto do motor. Após a primeira noite adormeceu nas areias do deserto, e foi acordado por uma criança que lhe pede: “Desenha-me um carneiro”. É ai que começa o relato das fantasia e sonhos de uma criança como todas as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.                                                     .
    Apresenta personagens do simbolismo: o rei (que pensava que todos eram seus súditos e não tinha ninguém por perto), o contador (que se dizia sério, mas não tinha tempo para sonhar), o geógrafo (que se dizia sábio, mas não sabia nada da geografia do próprio país), o bêbado (que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber), a raposa, a rosa e a serpente.                           O Pequeno Príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. O orgulho da rosa, que também vivia no planeta do Pequeno Príncipe, arruinou a tranqüilidade e o levou a uma viagem que o trouxe finalmente a Terra, onde encontrou a raposa que o levou a começar a descobrir o que é realmente importante na vida – o amor, a amizade e o companheirismo. Assim, cada personagem mostra o quanto às “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão o devido valor às coisas. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo da amizade: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MELHORES LEITORES DE ABRIL – 2010

TURNO: MANHÃ
Luana Claudine de Sousa Lourenço – 1º D – 11 livros
Moisés de Freitas Matias – 1º E – 11 livros
Anatália Teodósio Rodrigues – 1º B – 8 livros
Deiliane Rodrigues Brandão – 3º A – 7 livros
Valdimila Araújo Nascimento – 1º B – 6 livros

TURNO: TARDE
José Vilmar Barros – 1º E – 13 livros
Maria Ângela da Penha Souza – 1º C – 8 livros
Ana Quésia do Nascimento Albano – 1º E – 7 livros
Francisco Valdeir Pereira – 1º E – 6 livros
Maria Sândia Sales Silva – 1º B – 5 livros


MONITORES DO CENTRO DE MULTIMEIOS - TURNO MANHÃ


             

MONITORES DO MULTIMEIOS - TURNO TARDE

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SUGESTÃO PARA LEITURA

MODERNISMO – 2ª FASE

O Quinze de Rachel de Queiroz

    A obra O Quinze aborda a seca de 1915. O enredo é interessante , dramático, mostrando a realidade do Nordeste brasileiro. No interior do Ceará, na fazenda Logradouro, perto de Quixadá , Conceição fora passar suas férias com a avó, que chamava de mãe Nácia. Conceição não chegou em um momento muito feliz, pois a seca estava forte, matando a vegetação e os animais. Vicente, seu primo, que morava com seus pais e suas irmãs em outra fazenda, fazia esforços sobre-humanos para que o gado conseguisse passar pela seca sem que fosse preciso soltá-lo para que morresse longe, como muitos fazendeiros faziam, devido ao desespero. Eles se amavam, mas Conceição estava em dúvida, pois estava acostumada na cidade, havia estudado e Vicente não passava de um fazendeiro semi-analfabeto.
    Como não chovia, nem com todas as rezas e pedidos feitos do fundo do coração daquele povo desesperado, Conceição e sua avó foram para a cidade, deixando a fazenda. Na cidade , ela ajudava as famílias que chegavam do interior quase mortas, com fome, doentes e sem trabalho, crianças esqueléticas que causavam até horror.
    No Campo de Concentração, Conceição reconhecia muitas famílias, que moravam perto da fazenda de sua avó; um dia reconheceu seu compadre Chico Bento e sua família, que depois do desespero passado conseguira chegar à cidade; um dos filhos morreu envenenado, o outro desapareceu, sua mulher e o filho mais novo em estado lastimável. Conceição com muita pena, depois de ajudá-los, ficou com seu afilhado, que estava muito doente; tratou-o com carinho e conseguiu que ele se salvasse.

LEITORES DO MÊS DE MARÇO – 2010

TURNO MANHÃ
Adna Alves Rodrigues – 1º D - 14 livros
Moisés de Freitas Matias – 1º E - 12 livros
Maria Viviane da Silva – 1º E  - 12 livros
Maria Juliana Araújo – 1º D - 10 livros
Luana Claudine de S. Lourenço – 1º D - 9 livros
José Damasceno dos Santos – 3º A - 9 livros

TURNO TARDE
José Vilmar Barros – 1º E - 20 livros      
Francisco Valdeir Pereira – 1º E - 15 livros
Leidiane dos Santos Nogueira – 1º E - 12 livros
Maria Sândia Sales Silva – 1º B - 8 livros
Talita Morgana da Silva – 1º D - 8 livros